“Senhoras e
senhores, o poder chegou”
Análise da minha vida
através de uma perspectiva musical
Nasci em 1992 em uma família
culturalmente muito rica. Sempre acordava ao som da vitrola dos meus pais tocando
Chico, Bethânia, Roberto, Lulu. Vinis dos Beatles e da Carole King também não
faltaram. Djavan e Milton com suas letras inconfundíveis também. Aí veio a era
Caetano. Acompanhei e ainda acompanho minha mãe em diversos shows, temos todos
os CD’s e hoje posso dizer que aprendi a admirá-lo. Sua irmã, Bethânia, é um
caso um pouco diferente: sempre vou aos shows, ouço suas músicas no carro
quando estou com minha mãe, sei suas letras, curto as músicas, mas quando ela
começa a declamar...
Com minha irmã mais velha veio o
contato com outros artistas internacionais contemporâneos. Porém, antes disso,
ainda durante a década de 1990, fomos bombardeadas com o axé baiano. Ele nos
dominou. Compadre Washington, Beto Jamaica, Carla Perez, as Sheilas loira e
morena e Jacaré nos fizeram rebolar muito na frente da televisão vendo Domingão
do Faustão. Em algum Natal, ganhamos de presente do Papai Noel – isso antes de
minha querida irmã destruir o meu encanto natalino – o bambolê colorido do É o
Tchan. Nosso requebrado, com a aquisição do bambolê do É o Tchan, evoluiu a
olhos vistos.
Atualmente, se você questionar
minha irmã sobre axé, ela dirá que não gosta. Que nunca gostou. Descer na
boquinha da garrafa? Nunca. Passar por debaixo da cordinha? Jamais. Mas a
presença de dois bambolês na casa não a deixa mentir.
Então, depois da fase axé, veio a
internacional e, com ela, a negação das músicas brasileiras mais “populares”.
Axé, pagode, samba, funk, pop nacional não tocavam no meu CD player. Quando
descobri que podia baixar músicas e gravar meus próprios CD’s foi uma
maravilha.
Eu e minha irmã fomos viciadas em
alguns cantores e bandas, cada um a seu tempo, sem algum motivo específico.
Primeiro veio Freddie Mercury. Certo dia, reparamos que apareceu um DVD do
Queen aqui em casa – digo apareceu porque não me lembro de onde surgiu, se
alguém comprou/ganhou ou ele apenas se materializou divamente na nossa estante.
Era a gravação de um show. Sou capaz de reproduzir as dancinhas que Freddie faz
com o microfone até hoje.
Depois veio a magia sueca: ABBA.
Suas roupas e coreografias nada coreografadas foram motivo de muita piada e
imitação por aqui. Por último, mas não menos importante, a diva das pernas
invejadas Tina Turner. Private Dancer, mais especificamente. O clipe é
sensacional, vale a pena quase decupá-lo de tanto sentido que tem.
Mas, como o foco deste blog é o
pagode, vamos a ele e ao presente. Há pouco tempo fui apresentada, por uma
amiga, ao Exaltasamba, um pouquinho antes de eles se separarem. No início, tive
preconceito, confesso. Não foi fácil assumir que estava começando a curtir
pagode, nunca fez parte da minha criação. Como justificar assim, de uma hora
para outra? Não sei, mas o carisma e a alegria de Thiaguinho, Péricles e
companhia foram me fazendo ceder e ouvir. Coincidiu de o Thiaguinho partir para
carreira solo e lançar o CD Ousadia & Alegria e eu passar a procurar, por
conta própria, as músicas, as letras, os vídeos. E gostar, cada vez mais.
Decorar as letras veio como consequência. Inclusive, o título desse texto é da
música Motel. “Fala meu nome. Thiaguinho!” já é de praxe.
Dizer que gosto de pagode, que é um
dos meus ritmos musicais preferidos ou que expandi meus horizontes para outros
pagodeiros seria mentira, um exagero. Eu respeito o pagode. Mas gosto do
Thiaguinho. E do extinto Exalta.
O próximo passo será ir a um
show. A vontade existe, olha que grande avanço! Vou desenvolver meu pensamento
sobre isso, até que haja um show do Thiaguinho por perto, aí, quem sabe...
Nenhum comentário:
Postar um comentário