3.12.13


“Senhoras e senhores, o poder chegou”
Análise da minha vida através de uma perspectiva musical

Nasci em 1992 em uma família culturalmente muito rica. Sempre acordava ao som da vitrola dos meus pais tocando Chico, Bethânia, Roberto, Lulu. Vinis dos Beatles e da Carole King também não faltaram. Djavan e Milton com suas letras inconfundíveis também. Aí veio a era Caetano. Acompanhei e ainda acompanho minha mãe em diversos shows, temos todos os CD’s e hoje posso dizer que aprendi a admirá-lo. Sua irmã, Bethânia, é um caso um pouco diferente: sempre vou aos shows, ouço suas músicas no carro quando estou com minha mãe, sei suas letras, curto as músicas, mas quando ela começa a declamar...

Com minha irmã mais velha veio o contato com outros artistas internacionais contemporâneos. Porém, antes disso, ainda durante a década de 1990, fomos bombardeadas com o axé baiano. Ele nos dominou. Compadre Washington, Beto Jamaica, Carla Perez, as Sheilas loira e morena e Jacaré nos fizeram rebolar muito na frente da televisão vendo Domingão do Faustão. Em algum Natal, ganhamos de presente do Papai Noel – isso antes de minha querida irmã destruir o meu encanto natalino – o bambolê colorido do É o Tchan. Nosso requebrado, com a aquisição do bambolê do É o Tchan, evoluiu a olhos vistos.

Atualmente, se você questionar minha irmã sobre axé, ela dirá que não gosta. Que nunca gostou. Descer na boquinha da garrafa? Nunca. Passar por debaixo da cordinha? Jamais. Mas a presença de dois bambolês na casa não a deixa mentir.

Então, depois da fase axé, veio a internacional e, com ela, a negação das músicas brasileiras mais “populares”. Axé, pagode, samba, funk, pop nacional não tocavam no meu CD player. Quando descobri que podia baixar músicas e gravar meus próprios CD’s foi uma maravilha.

Eu e minha irmã fomos viciadas em alguns cantores e bandas, cada um a seu tempo, sem algum motivo específico. Primeiro veio Freddie Mercury. Certo dia, reparamos que apareceu um DVD do Queen aqui em casa – digo apareceu porque não me lembro de onde surgiu, se alguém comprou/ganhou ou ele apenas se materializou divamente na nossa estante. Era a gravação de um show. Sou capaz de reproduzir as dancinhas que Freddie faz com o microfone até hoje.

Depois veio a magia sueca: ABBA. Suas roupas e coreografias nada coreografadas foram motivo de muita piada e imitação por aqui. Por último, mas não menos importante, a diva das pernas invejadas Tina Turner. Private Dancer, mais especificamente. O clipe é sensacional, vale a pena quase decupá-lo de tanto sentido que tem.

Mas, como o foco deste blog é o pagode, vamos a ele e ao presente. Há pouco tempo fui apresentada, por uma amiga, ao Exaltasamba, um pouquinho antes de eles se separarem. No início, tive preconceito, confesso. Não foi fácil assumir que estava começando a curtir pagode, nunca fez parte da minha criação. Como justificar assim, de uma hora para outra? Não sei, mas o carisma e a alegria de Thiaguinho, Péricles e companhia foram me fazendo ceder e ouvir. Coincidiu de o Thiaguinho partir para carreira solo e lançar o CD Ousadia & Alegria e eu passar a procurar, por conta própria, as músicas, as letras, os vídeos. E gostar, cada vez mais. Decorar as letras veio como consequência. Inclusive, o título desse texto é da música Motel. “Fala meu nome. Thiaguinho!” já é de praxe.

Dizer que gosto de pagode, que é um dos meus ritmos musicais preferidos ou que expandi meus horizontes para outros pagodeiros seria mentira, um exagero. Eu respeito o pagode. Mas gosto do Thiaguinho. E do extinto Exalta.

O próximo passo será ir a um show. A vontade existe, olha que grande avanço! Vou desenvolver meu pensamento sobre isso, até que haja um show do Thiaguinho por perto, aí, quem sabe...

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